Sábado, 17 de setembro de 2011, cheguei à Arena Anhembi por volta das quatro da tarde. A fila, gigante, avisava a quem não sabia que ali ocorreria em breve um grande evento. Algumas horas depois a cantora Rihanna se apresentaria no local pela primeira vez no Brasil.
Os portões da arena foram abertos depois das seis da tarde, a noite indo e o friozinho chegando. Um DJ assumiu o posto de mestre de cerimônia com a missão de animar o público presente antes da atração principal, mas acabou sendo vaiado por alguns fãs impacientes, que queriam ver logo a estrela da noite.
Marcado para começar às 21h 30, Rihanna só subiu ao palco às 22h 40. 'Quem ela pensa que é pra atrasar tanto, a Madonna?' soltou uma fã, irritada com a demora da diva. 'O Chris Brown devia ter te batido mais!', gritou outra mais engraçadinha, arrancando risos de quem estava perto.
Luzes apagadas, surgem nos telões as primeiras projeções: o show havia começado. Rihanna surgiu com um maiô preto, blusa listrada, óculos escuros, meia arrastão e salto altos dentro de um grande globo cantando 'Only Girl', primeiro single do disco Loud, do qual se baseia o show.
Depois, foi uma sucessão de hits grudentos, que a cantora de Barbados emplacou ao longo de sua breve carreira de cinco anos. O público, a maioria de jovens gays e garotas, baixou a guarda e se entregou ao carisma da popstar.
'Disturbia', 'Shut up & Drive', 'Man Down', 'S&M', Rihanna não deixou nenhum de seus grandes sucessos de fora.
O Brasil foi o único país a receber a Loud Tour na América do Sul. O show apresentado aqui não foi o mesmo apresentado antes nos Estados Unidos. O palco era menor e tinha limitações. Os elevadores usados no palco originalmente por exemplo, sumiram no show apresentado no Anhembi. A cada pausa entre as músicas surgia a esperança de uma surpresa, mas nem de roupa a cantora trocou, para tristeza dos fãs, acostumados a várias trocas de roupa durante esse tipo de espetáculo pop. A pouca interação da cantora com a platéia também a deixou distante dos fãs: em um determinado momento ela desceu do palco para chegar mais próximo da platéia, mas um fã puxou o seu cabelo, deixando-a visivelmente irritada. Pecou por isso.
Rihanna canta razoavelmente bem, mas sua voz perde a força frente à grandeza de grandes estádios e arenas. Em compensação, sua presença de palco e carisma compensa a deficiência vocal, aliada a sensuais coreografias com seus bailarinos, que fizeram a alegria dos fãs, nos fez pular e espantou o frio durante a uma hora e meia da apresentação.
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